Trapiche de Icoaraci, com barcos atracados e o embarque para Cotijuba

Ilha de Cotijuba · Belém do Pará

Uma hora de barco. Zero carros. Oito praias.

Cotijuba fica no arquipélago de Belém, na baía do Guajará. Não tem ponte, não tem estrada e não tem pressa — chegar aqui é a primeira parte da estadia.

Foto: Trapiche de Icoaraci por Túllio F, Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Como chegar

Três trechos, uma hora de rio.

Cotijuba não tem acesso por estrada. Chegar aqui é parte da viagem — e uma vez que você entende a lógica, é simples. São dois trechos: a travessia de barco e o deslocamento dentro da ilha.

  1. 1

    Chegue ao ponto de embarque

    Belém tem dois pontos de saída regular para Cotijuba: o Trapiche de Icoaraci (Rua Siqueira Mendes) e o Terminal da Tamandaré. Os dois ficam a cerca de 30 a 45 minutos do centro, de carro, aplicativo ou ônibus.

  2. 2

    Atravesse de embarcação

    Duas linhas regulares fazem a travessia — o Geladão Fluvial, saindo de Icoaraci, e o Transporte Braga, saindo da Tamandaré — cada uma com horários e tarifas próprios (veja o quadro abaixo). Também é possível fretar uma lancha direto do trapiche de Icoaraci; os contatos estão em Telefones úteis.

  3. 3

    Do porto até a Praia Funda

    Não circulam carros de passeio na ilha. A pousada tem motorrete própria para o transfer dos hóspedes entre o trapiche e a Praia Funda, por R$ 15,00 por pessoa. Informe o horário previsto da sua embarcação na reserva e organizamos a busca.

Geladão Fluvial

Trapiche de Icoaraci (Rua Siqueira Mendes)

Lanchas rápidas e refrigeradas. Travessia de cerca de 20 minutos.

Ida — Icoaraci → Cotijuba
9h (2 lanchas) · 12h30 (1 lancha) · 18h30 (2 lanchas)
Volta — Cotijuba → Icoaraci, seg a sex
6h · 12h30 · 17h
Volta — Cotijuba → Icoaraci, sáb, dom e feriados
6h · 12h · 16h30–18h (rotativo)
Tarifa em dias de semana
R$ 4,60
Tarifa em fins de semana e feriados
R$ 9,60

Transporte Braga

Terminal da Tamandaré

Embarque por sistema de lotação — chegue com antecedência para garantir o lugar.

Ida — Tamandaré → Cotijuba, seg a sex
12h
Ida — Tamandaré → Cotijuba, sáb, dom e feriados
8h
Volta — Cotijuba → Tamandaré
geralmente 5h40, todos os dias
Tarifa
R$ 15,00 por pessoa

Horários e tarifas são informados pelos próprios operadores e podem mudar sem aviso — confirme no dia da viagem. Também dá para fretar uma lancha direto para a Praia Funda; os contatos estão em Telefones úteis. Nos avise pelo WhatsApp +55 91 98476-8176 assim que souber o horário para deixarmos o transfer da motorrete combinado.

Bagagem

Cinco coisas que fazem diferença aqui.

Nada exótico — só o que a ilha cobra de quem esquece.

  • 01

    Leve dinheiro em espécie: Cotijuba tem poucos pontos de cartão e nenhum caixa eletrônico.

  • 02

    Repelente é item de primeira necessidade, principalmente no fim da tarde.

  • 03

    Calçado que possa molhar resolve 90% dos trajetos da ilha.

  • 04

    Se puder, traga uma rede. É o objeto mais útil da bagagem por aqui.

  • 05

    Remédio de uso contínuo: traga a quantidade da viagem inteira. A farmácia da vila é pequena.

Telefones úteis: lancha, mototáxi, motorrete e marmitex

Ao redor

O que existe a menos de uma hora da porta.

Distâncias medidas do portão da pousada, na Praia Funda. Bicicleta e motorrete resolvem todas.

Praia do Vai-Quem-Quer movimentada, com banhistas no mar

Praia do Vai-Quem-Quer

cerca de 4 km

A mais movimentada e larga da ilha. Barracas, música e vento bom para kitesurf na vazante.

Vista aérea da Praia Funda com a pousada entre a mata e a areia

Praia Funda

na frente da pousada

Reservada, de água calma e sombra de árvore até a beira. É a praia da casa.

Coqueiros na beira da Praia do Farol, com o mar ao fundo

Praia do Farol

cerca de 2 km

Faixa de areia batida junto ao farol, boa para caminhar na maré baixa e ver o sol descer.

Praia do Amor

cerca de 3 km

Pequena e abrigada, cercada de vegetação. A mais silenciosa das quatro.

Fachada das ruínas do Educandário à beira da rua, com motorrete estacionada

Ruínas do Educandário

cerca de 5 km

O antigo reformatório da ilha, hoje tomado pela mata. Visita com acompanhamento.

Rua de terra na vila de Cotijuba, com charrete e movimento de moradores

Vila de Cotijuba

cerca de 6 km

Comércio, feira, restaurantes e o posto de saúde. Onde a ilha faz suas compras.

Fotos das ruínas e da vila: Lisa Cyr, Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Como funciona a ilha

Sem carro, sem caixa eletrônico, com maré.

Em Cotijuba não circulam carros de passeio. O transporte é motorrete, bicicleta, moto-táxi e o próprio pé. Isso muda o som do lugar mais do que qualquer outra coisa: à noite, o que se ouve é o rio e a mata.

A vila concentra o comércio, a feira e o posto de saúde. Fora dela, os pontos de venda são poucos e quase todos trabalham em dinheiro. Traga espécie suficiente para a estadia — não há caixa eletrônico na ilha.

A maré rege o dia. Ela define a hora do banho bom, a hora do barco e até o tamanho da praia. Quem chega tentando cumprir um roteiro fechado se frustra; quem chega perguntando “como está a maré hoje?” acerta.

Bicicleta

O jeito mais prático de circular. Temos bicicletário na pousada.

Motorrete

Ideal com bagagem. Organizamos o transfer do porto.

Dinheiro

Poucos pontos de cartão. Nenhum caixa eletrônico.

Água doce

Estamos na baía do Guajará: banho de rio, morno o ano todo.

Pronto para atravessar?

Consulte as datas e reserve online. Do resto — barco, motorrete, maré — a gente cuida junto com você.

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